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Valença, 21 de Novembro de 2018
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Novidades da Freguesia de Valença

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Freguesia de Valença

As origens da actual sede do concelho, cidade desde 12 de Junho de 2009, com 3 500 habitantes, remontam à época da romanização como o atestam as duas pontes romanas ainda existentes no lugar da Urgeira e outras tantas na freguesia de S. Pedro da Torre, bem como o marco miliário, mandado construir no sec. I d.c. pelo imperador Cláudio, que assinala as 42 milhas de distância entre Braga e Tui, encontrado em 1680 no sítio de Arinhos, no lugar do Cais, altura em que foi transportado para o interior da fortaleza onde chegou a servir de pelourinho.
A sua fortificação defensiva acontece na idade média no reinado de D. Sancho I na transição do sec. XII para o sec. XIII, vindo a ser reformada e ampliada no reinado de D. Afonso III, para em plena guerra da restauração, no reinado de D. João IV, como baluarte estratégico da defesa territorial, repelir os ataques dos exércitos espanhóis que a chegaram a ocupar temporariamente em 1654, período em que vai conhecer obras profundas de adaptação à moderna artilharia (Sec. XVII), da autoria do engenheiro militar Miguel de l Escole, que passam pela demolição da cerca medieval cuja pedra é aproveitada para erguer baluartes e assim dar início à sua estrutura e configuração actuais.

Pela sua posição estratégica em frente à actual cidade espanhola de Tui foi-lhe atribuída na idade média a designação de «Contrasta» que significava «em frente a», tendo sido no sec. XV e no reinado de D. Afonso V que o actual nome de «Valença» que significa «a valente» lhe é definitivamente instituído em homenagem à coragem e valentia das suas gentes demonstrada na defesa do território pátrio.

A praça forte, na versão bem conservada que hoje conhecemos, não obstante ter passado pelo feroz ataque das tropas invasoras napoleónicas comandadas pelo general Soult em 1809 que provocou a explosão da porta do Sol e a sua capitulação, resulta da adaptação e alargamento da fortaleza existente no sec. XVII segundo um plano da autoria do arquitecto Manuel Pinto de Vilalobos que nos inícios do sec. XVIII concretizou no local o estilo inspirador do arquitecto em fortificações militares e marechal francês Sebastien Le Preste, marquês de Vauban, donde resultaram cinco quilómetros de perímetro amuralhado formados por dois polígonos centrais separados por um fosso: a Praça onde se situam os edifícios mais valiosos e emblemáticos da actual cidade e a Coroada com construções mais modestas e rasteiras, bem como diversos revelins e baluartes que protegem as suas quatro portas: Coroada, Gaviarra, Fonte da Vila e Sol, merecendo especial atenção na zona da Coroada o largo em homenagem a Alfredo Magalhães, ilustre médico e político, natural da vizinha freguesia de Gandra, assinalado com o seu busto.

Classificada de monumento nacional desde 1923, com o seu interior de ambiente medieval constituído de apertadas ruas pavimentadas a seixo, é na actualidade um verdadeiro «paraíso de compras» onde o comércio tradicional de pequenas lojas demonstra vitalidade e iniciativa sendo que a arquitectura religiosa, civil e militar tem também aí o seu ponto alto desde logo na igreja românica de Santa Maria dos Anjos ,do sec. XIII, na igreja da colegiada de Santo Estêvão, estilo românico do sec. XIII com reconstrução neoclássica, a capela militar do Bom Jesus, uma mistura de estilos barroco e neoclássico do sec. XVII, à frente da qual se ergue a estátua de S. Teotónio, primeiro santo português e padroeiro da cidade, a capela do Senhor do Encontro, estilo barroco do sec. XVIII e a capela da Misericórdia do sec. XVI com mistura de estilos barroco e neoclássico.

No domínio da arquitectura civil os destaques vão para os edifícios da praça do município, onde pontificam o da câmara municipal ao estilo neoclássico e a vizinha casa revestida a azulejos azuis tipicamente portugueses, para ali ao lado e junto ao tribunal, depararmos com a Casa do Eirado, com a sua janela manuelina, uma das mais antigas construções civis da região (meados do sec. XV), vizinha da panorâmica e curiosa construção avarandada em madeira conhecida por Casa das Varandas, hoje biblioteca municipal, sem esquecer, muito perto da igreja de Santa Maria dos Anjos, a Casa do Poço ao estilo galaico-minhota do sec. XVI, bem como algumas peculiares fachadas ao longo da rua Direita, a mais preenchida e movimentada via pedonal/comercial de toda a praça forte.
Ao nível das edificações militares, hoje com utilizações diversas, merecem referência, entre outras, a casa do governador militar que em tempos albergou a Aula Real de Artilharia, as cortinas de S. Francisco, outrora sala de armas da fortaleza, os paióis do Açougue e de Marte antigos armazéns militares e a Fonte da Vila de estilo roqueiro do sec. XV, sendo que o edifício que serviu a antiga administração concelhia (domus municipalis), construído em tijolo burro e interior em forma de abóboda com arcadas, é hoje museu e galeria de arte municipal (situado a meio da rua Direita).
No exterior do centro histórico da praça forte, desenvolveu-se e continua a crescer, com maior intensidade nos últimos trinta anos, uma nova cidade, hoje definitivamente baptizada de «cidade nova», com forte densidade habitacional e comercial (a vocação natural da cidade) onde acontece semanalmente, às quartas-feiras, uma das maiores feiras da região com dimensão internacional, mas onde também é possível apreciar ao longo da avenida Miguel Dantas (a mais emblemática da cidade) algumas edificações da primeira metade do sec. XX, sendo de destacar o edifício da actual escola superior de Ciências Empresariais que já foi escola-asilo (Asilo Fonseca), Colégio Português e Escola Secundária, bem como o edifício da estação ferroviária no largo do mesmo nome e o vizinho Museu Ferroviário de Valença que exibe permanentemente locomotivas e composições do sec. XIX.

À volta do centro cívico mais moderno da cidade, também conhecido por Esplanada, desenvolve-se o romântico jardim municipal com o seu típico coreto central, onde pode começar ou terminar qualquer visita que como se pode calcular deverá ser demorada e minuciosa, mas que só ficará completa após uma pausa à volta da sua rica gastronomia minhota que inclui a lampreia com arroz ou à bordalesa, o sável frito, a truta salmonada, os meixões fritos, o bacalhão à S. Teotónio, o cabrito à Sanfins, os rojões e o caldo verde, o que tudo pode ser apreciado num dos inúmeros restaurantes da cidade (centro histórico e cidade nova) ou nas suas imediações.

Terra de elevada procura, tanto por portugueses como por espanhóis (especialmente galegos) do outro lado do rio, com enorme potencial turístico e local privilegiado de passagem de peregrinos a caminho de Santiago de Compostela através de uma das duas pontes aí existentes, a ponte rodo-ferroviária em ferro, estilo Eiffel, inaugurada em 25 de Março de 1886, é depositária de muita da história de boa vizinhança que liga as gentes fronteiriças de ambas as margens do rio Minho e muito testemunha sobre a amizade entre os dois países.
 

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